Segregação socioespacial na Amazônia brasileira: as contrastantes realidades das zonas leste e oeste de Boa Vista/RR

  • Caroline Ferreira Medeiros Universidade Federal de Roraima
  • Antônio Tolrino de Rezende Veras Universidade Federal de Roraima
Palavras-chave: Amazônia Setentrional, Diferenças Sociais, Planejamento Urbano

Resumo

A segregação socioespacial existe desde a antiguidade, marcando a civilização mundial e perpetuando o status quo daqueles que possuem uma posição social privilegiada. Em muitas localidades, a construção do espaço urbano tem acontecido de forma a incentivar essa segregação, planejando cidades que mantem essas duas parcelas da população afastadas, e fornecendo infraestrutura e serviços em níveis diferentes, de acordo com os interesses dos agentes do espaço. Em Boa Vista, capital do estado brasileiro de Roraima, a segregação social pode ser observada no contraste de realidades entre a zona leste – onde se concentra a classe média e alta – e a zona oeste – marcada por assentamentos ilegais e programas de habitação social. Dessa forma, o artigo tem como objetivo principal comparar a realidade social vivida na zona leste e na zona oeste da capital de Roraima, identificando as diferentes formas de segregação social e entendendo o papel do planejamento urbano nesse processo. A metodologia adotada para a pesquisa se baseou no levantamento bibliográfico, buscando fundamento teórico sobre os termos utilizados, e na comparação entre a paisagem local e os indicadores sociais das duas áreas, através de observações em campo e pesquisa documental.

Biografia do Autor

Caroline Ferreira Medeiros, Universidade Federal de Roraima

Mestranda em Geografia

Antônio Tolrino de Rezende Veras, Universidade Federal de Roraima

Professor Doutor do Programa de Pós-Graduação em Geografia
da Universidade Federal de Roraima

Publicado
2018-08-29
Como Citar
Ferreira MedeirosC.; de Rezende VerasA. T. Segregação socioespacial na Amazônia brasileira: as contrastantes realidades das zonas leste e oeste de Boa Vista/RR. Revista Eletrônica Casa de Makunaima, v. 1, n. 1, p. 66-77, 29 ago. 2018.